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Azul e preto ou branco e dourado? O que um vestido viral ensina sobre a sua coloração pessoal.

Foto do escritor: Fabiola Salomão Alonso
Fabiola Salomão Alonso
28 de set.
2 min de leitura

Atualizado: 3 de out.


Vestido viral 2015, azul e preto ou branco e dourado. Coloração pessoal.

Em fevereiro de 2015, a foto de um vestido dividiu a internet. Metade das pessoas jurava ver um vestido azul com preto. A outra metade enxergava, sem nenhuma dúvida, um vestido branco com dourado. Houve discussão em família e amizade abalada, tudo por causa de uma peça de roupa.

O vestido era azul e preto. Mas quem viu branco e dourado não estava simplesmente errado: o cérebro dessas pessoas interpretou a luz da foto de outro jeito e ajustou as cores a partir dessa interpretação. Ainda em 2015, pesquisadores americanos publicaram na revista Current Biology um estudo mostrando que a diferença estava em como cada um imaginava a iluminação da cena.

Isso nos ensina algo simples e importante: nunca vemos uma cor isolada. Vemos sempre a cor junto com tudo o que está ao redor dela.

O fenômeno foi descrito ainda no século XIX. Em 1839, o químico francês Michel Eugène Chevreul chamou de contraste simultâneo o fato de uma mesma cor parecer diferente conforme as cores que estão ao lado dela. Mais de cem anos depois, o artista Josef Albers dedicou um livro inteiro ao tema, o clássico Interaction of Color.

Pense agora no seu rosto. A blusa, o batom, os brincos e o cabelo são as cores que ficam ao lado da sua pele. Por isso um tom de blusa pode deixar a pele mais uniforme, as olheiras mais discretas e os olhos mais vivos, enquanto outro tom, da mesma loja e do mesmo tamanho, faz o contrário. A sua pele continua a mesma, e o que muda é a cor que está ao lado dela.

É também por isso que a blusa fica linda na sua amiga e estranha em você. A peça é a mesma, mas as cores ao redor dela, que são o tom de pele, o cabelo e os olhos, são outras.

Na Coloração Pessoal Completa, eu faço o teste presencialmente, com tecidos e luz natural, para observar essas combinações no seu rosto. Depois construo um dossiê do zero para o seu caso, com as suas dimensões de cor, os seus contrastes e a forma de aplicar tudo isso na maquiagem, no cabelo, nos acessórios e na roupa, incluindo as cores que ficaram fora da sua cartela.

Saber quais cores te favorecem é o começo. Entender por que elas funcionam é o que te dá liberdade para escolher. Fontes:

Lafer-Sousa, R., Hermann, K. L. e Conway, B. R. (2015). Striking individual differences in color perception uncovered by ‘the dress’ photograph. Current Biology. Chevreul, M. E. (1839). De la loi du contraste simultané des couleurs. Albers, J. (1963). Interaction of Color. Yale University Press.

E você: já comprou uma peça linda que, no espelho de casa, pareceu outra coisa?

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