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O jaleco que muda a atenção: o que a ciência diz sobre roupa, comportamento e estilo.

Foto do escritor: Fabiola Salomão Alonso
Fabiola Salomão Alonso
há 2 dias
2 min de leitura
Efeito do jaleco na comunicação e comportamento - consultoria de imagem por Fabi Salomão Alonso

Você conhece essa sensação. Num domingo de pijama, o dia rende pouco. Já numa segunda em que você escolheu com cuidado o que vestir, até a postura parece mudar. Pode parecer bobagem, mas a ciência já olhou para isso.

Em 2012, os pesquisadores Hajo Adam e Adam Galinsky publicaram um estudo com um detalhe curioso. Todos os participantes vestiam o mesmo jaleco branco. Para um grupo, ele foi apresentado como jaleco de médico; para o outro, como avental de pintor. Quem acreditou estar vestindo o jaleco de médico foi melhor em tarefas de atenção. Os autores chamaram o fenômeno de enclothed cognition, algo como cognição vestida: a roupa influenciaria o jeito de pensar a partir do significado que ela tem para quem a veste.

Preciso ser honesta: outras pesquisas tentaram repetir o experimento e chegaram a resultados mistos, e os cientistas ainda discutem o tamanho desse efeito. Mesmo assim, a ideia central faz sentido para quem trabalha com imagem, porque a roupa não fala só com quem olha, ela também fala com quem veste.

Conheço isso de perto. Nas fases mais difíceis da minha vida, foi quando mais me cuidei e melhor me vesti. Não era para parecer que estava tudo bem, e sim como um recado para mim mesma de que aquilo ia passar.

Por isso não trabalho estilo como fantasia. Estilo é tudo aquilo de que você gosta e tudo aquilo que você é: a sua personalidade, a sua rotina, a sua profissão, os seus valores. Quando a roupa conversa com isso, ela te apoia. Quando não conversa, vira um personagem cansativo de manter.

Na Consultoria de Estilo, descobrimos juntas as preferências estéticas que formam o seu estilo, entendemos o que ele comunica hoje e traçamos o caminho para alinhá-lo aos seus objetivos, sem que você deixe de ser você. Fonte: Adam, H. e Galinsky, A. D. (2012). Enclothed cognition. Journal of Experimental Social Psychology, 48(4).

Quando foi a última vez que uma roupa te fez sentir mais você mesma?

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